O EMCG fecha inscrição no dia 20, e o que setembro e outubro têm antes de novembro
Nesta edição: o prazo que fecha domingo na Paraíba, as datas de setembro e outubro que costumam ficar na sombra de novembro, uma escola nova em Santa Catarina que dá aula em módulos, e cinco vídeos que valeram a quinzena.
O EMCG fecha inscrição no domingo, dia 20
O Arthur Jorge avisou na manhã deste domingo: a inscrição do Encontro dos Mateiros vai até 20 de setembro. Depois disso não entra pedido, e não entra quem quer só dar uma olhada.
20/09 último dia de inscrição | 16-18/10 o encontro, em Massaranduba, PB | R$ 100 inscrição | 2 mestres do mapa no mesmo mato |
O aviso saiu no perfil do Arthur Jorge às 7h43 deste domingo, 13 de setembro: é a última semana de inscrição do EMCG 2026, o Encontro dos Mateiros em Campina Grande, que acontece em Massaranduba, na Paraíba. O prazo vai até o próximo domingo, 20 de setembro. Depois disso, nas palavras dele, não será mais aceito pedido, e ele não vai receber quem quer só dar uma olhadinha: o trabalho dali em diante é organizar para quem confirmou.
O encontro é nos dias 16, 17 e 18 de outubro, na Granja Terraço do Mocó. A inscrição custa 100 reais. O evento foi criado pelo Arthur Jorge e pelo Anderson Job, com contato pelo direct do @emcgbushcraft.
A grade está completa e com nome em cada oficina: nós e amarras com o Fábio Góes, cestaria com o Ed Silva, woodcarving com o próprio Arthur Jorge, culinária mateira com o Rodrigo Capitão, fogo primitivo com o Evilazio Cavalcante e uma palestra de primeiros socorros no mato com o Jonatas Anjos. E dois nomes que o mapa lista entre os mestres reconhecidos, o Giuliano Toniolo e o Humberto Costa, aparecem como participação especial. Dois dos seis, no mesmo fim de semana, no Nordeste.
Na lista de apoio estão a Escola Catarinense de Bushcraft, assunto de outra matéria desta edição, o Mato Verde, a Limeira Survival, a Wuben e um punhado de cutelarias. Encontro do Nordeste com apoio de escola do Sul e de grupo de São Paulo.
Sobre o prazo: fechar a lista um mês antes é o que permite comprar comida na conta certa, dimensionar água e banheiro e organizar quem vem de longe. Não é rigidez. É respeito por quem já confirmou.
Antes de novembro, setembro e outubro têm data
Novembro concentra os encontros grandes, e as datas de agora ficam na sombra. Vivência em Mairiporã e módulo em Garuva no mesmo fim de semana, e imersão com o Dambrós em outubro.
26/09 Lâminas e Fogo, Mota, Mairiporã, SP | 26-27/09 Módulo 3, Escola Catarinense, Garuva, SC | 23-25/10 Dambrós Intensive, Garuva, SC | 20-22/11 11º ENGB, Rio, entrada paga no camping |
No dia 26 de setembro, sábado, o Mota Bushcraft faz mais uma edição da vivência Lâminas e Fogo na Natureza, no Camping Mairiporã, na Grande São Paulo: uso de lâminas, técnicas com madeira, fogo e iscas primitivas. O Vitor avisou no @mota_bushcraft em 21 de agosto que as vagas são limitadas.
No mesmo fim de semana, 26 e 27 de setembro, a Escola Catarinense de Bushcraft roda o terceiro módulo do seu curso, o Bushcrafter Coletor, em Garuva, Santa Catarina: identificar planta comestível e tóxica, reconhecer e coletar material natural, achar recurso para fogo, abrigo, ferramenta e alimento. Instrutores anunciados: Dâmbrôs, Ivo, Igor, Thiago Floresta e Vandi Puma.
Em outubro, nos dias 23, 24 e 25, a mesma escola abre o primeiro dos seus Intensives, cursos curtos entre um módulo e outro com professor convidado. O primeiro é com o Leocir Dambrós, o mesmo da matéria da Woodlore da edição passada. São 5 a 10 vagas, sexta de pré-vivência, sábado e domingo de imersão a um quilômetro e meio mata adentro. Custa 500 reais, e a escola declarou que 100 por cento vai para o professor, mais 2 quilos de alimento não perecível por participante, para uma instituição de caridade. Inscrição com o Danny, o Dr. Bushcraft.
Do ENGB, três novidades. A entrada do 11º encontro, de 20 a 22 de novembro, será paga diretamente ao Camping Club Brasil, no Recreio dos Bandeirantes, com valor diferenciado para participante, segundo o perfil oficial em 3 de agosto. É por isso que não existe link de ingresso: no site, o botão ainda leva à página de 2025, e a informação que vale é a do @engbbushcraft. Em 10 de setembro a organização pediu material de divulgação de grupos, palestrantes e expositores, e em 12 de setembro o encontro ganhou animal símbolo: a tartaruga-verde.
Guilda, Bushcraft Weekend e ENGB de novembro seguem como saíram nas edições anteriores, e a agenda inteira está no mapa. Sua data não está aqui? Manda pelo direct. Entra na próxima, sem custo.
Santa Catarina tem uma escola que ensina em módulos
A Escola Catarinense de Bushcraft nasceu este ano em Garuva, dá aula a cada 45 dias, um tema por vez, e chama de professor gente que o meio já conhece pelo canal.
O Guilherme Altmann, do canal Altmann Outdoor, pegou a estrada em 13 de agosto rumo a Garuva, no norte de Santa Catarina, e publicou em 30 de agosto um vídeo de onze minutos sobre o que encontrou: o segundo módulo da Escola Catarinense de Bushcraft. Ele foi como aluno, nas férias, para prestigiar os amigos que dão aula lá. É o retrato mais próximo que existe da escola em vídeo, e vale os onze minutos.
A escola é nova, lançada em 2026, e tem sede em Garuva. Quem fundou e dirige é o Danny Cesar, conhecido no meio como Dr. Bushcraft. O formato é o que chama atenção: um curso em módulos, cada um sobre um tema, realizados a cada 45 dias aproximadamente, do básico ao avançado. O primeiro foi sobre a filosofia do bushcraft, a conexão com a natureza, a contemplação, a preservação, e o tripé água, abrigo e fogo. O segundo, em 15 e 16 de agosto, foi abrigo, do primitivo ao contemporâneo: o Ivo, do Refúgio Bushcraft, ensinou o abrigo feito de tronco, folha e galho, e o Igor, do canal Penumbra Vida lá Fora, ensinou tarp, lona e rede. O terceiro, sobre coleta, é no fim deste mês, e fogo primitivo vem mais adiante.
No vídeo, quem apresenta o módulo diz uma frase que explica o método: tem muita gente que conhece todos os assuntos, e a escola vai abordar poucos, mas com bastante intensidade de cada vez. É o contrário do curso de fim de semana que tenta cobrir tudo. Um tema, dois dias, e volta em 45 dias para o próximo.
Entre um módulo e outro, a escola criou os Intensives, cursos complementares com professor convidado e turma pequena. O primeiro é com o Leocir Dambrós, em outubro, e está na agenda desta edição. É o mesmo Dambrós que a Woodlore, a escola do Ray Mears, perfilou em agosto: quem quiser aprender com ele pessoalmente tem data e lugar.
A escola também aparece na lista de apoio do EMCG, na Paraíba. Escola do Sul apoiando encontro do Nordeste é o tipo de ponte que o mapa existe para registrar. E o Igor, o Ivo e o Dambrós, que dão aula lá, são gente que muita gente aqui já assiste toda semana. A diferença é que agora existe um lugar com endereço, calendário e sequência para aprender com eles.
Cinco vídeos que valeram a quinzena
O que mais circula em grupo é link de vídeo, e ele some no dia seguinte. Aqui ficam cinco dos últimos quinze dias, com o nome de quem fez e uma linha de por que vale.
Paulo Momento, do Bushcraft Underground, em Pelotas, no Rio Grande do Sul, fez uma série em três partes sobre o Abrigo da Faísca, que ele chama de nova base: a construção de um abrigo natural num dia de inverno com 4 graus previstos, o pernoite, e o amanhecer. A primeira parte saiu em 28 de agosto e a terceira em 11 de setembro. Vale pelo que quase nunca se vê em vídeo de abrigo: o solo sendo aplainado para a cama antes de qualquer parede, a área do fogo limpa antes de acender, e a amarra quadrada segurando a trave. Ele leva pouco, um cobertor, isolante, pá e o cinto de bushcraft, e diz de saída que o abrigo anterior foi feito em menos de duas horas e este vai levar o dia, com calma. É um dos seis mestres do mapa trabalhando sem pressa diante da câmera, e a parte três, do amanhecer com café dentro do abrigo, é a mais bonita.
Jorge, do Mato Verde Bushcraft, em Santa Catarina, publicou em 6 de setembro um vídeo com uma pergunta no título: será que teremos uma nova base? São 24 minutos dele caminhando por mata de pinheiro e duna procurando lugar, e explicando os critérios em voz alta: longe da trilha, resguardado, escondido, e a uma distância que dê para ir a pé com mochila pesada, porque quatro quilômetros com duna no meio não é perto. Vale porque mostra a parte do bushcraft que não sai em foto: escolher onde. E conversa com uma pergunta que muito grupo, inclusive o nosso, está fazendo neste momento.
Davi Salvador, do canal Toca do Índio, publicou em 30 de agosto um vídeo sobre identificar recursos naturais da Mata Atlântica, coisa que a gente passa do lado e não percebe. Passou de 4 mil visualizações em duas semanas, e é o tema exato do módulo de coleta da escola catarinense. Serve de aquecimento para quem vai, e de aula para quem não vai.
Fernando Riça, do Vereda Sertaneja, no Ceará, publicou em 29 de agosto um acampamento na Caatinga. Vale pelo bioma: quem só acampa no Sudeste tem pouca ideia de como se resolve água, sombra e fogo num lugar onde o que vale é conhecer a planta. É o bushcraft que a matéria da Woodlore descreveu, visto de dentro.
E o Guilherme Altmann, do Altmann Outdoor, em 30 de agosto, com o vídeo da Escola Catarinense de Bushcraft que está na matéria anterior. Vale como registro: é a única cobertura em vídeo de um módulo inteiro da escola, feita por alguém que foi como aluno.
Lá fora: o desconto que vence dia 30
O maior encontro do Reino Unido está vendendo ingresso para maio de 2027 com 20 por cento de desconto até 30 de setembro. É a mesma conta do EMCG, resolvida com oito meses de antecedência.
30/09 fim do desconto do The Bushcraft Show 2027 | 6-8/11 Georgia Bushcraft Fall Gathering, EUA | 20-23/08 Wilderness Gathering 2026, já aconteceu |
The Bushcraft Show, em Stanford Hall, na Inglaterra, será de 28 a 31 de maio de 2027, e o site está vendendo ingresso com 20 por cento de desconto até 30 de setembro de 2026. O passe de fim de semana, com três noites de camping incluídas, sai de 134 para 107,20 libras, e uma criança de até 16 anos entra de graça por adulto pagante. O destaque anunciado para esta edição é a presença de guerreiros Maasai.
O Georgia Bushcraft Fall Gathering, nos Estados Unidos, segue confirmado para 6, 7 e 8 de novembro em Watkinsville, na Geórgia, com mais de 150 aulas e oficinas e uma feira de marcas e artesãos. É o mesmo fim de semana do Guilda, em Brasília.
O Wilderness Gathering, o mais antigo festival de bushcraft do Reino Unido, aconteceu de 20 a 23 de agosto em Hole Park, no condado de Kent. A data de 2027 ainda não foi anunciada, e o Bushcraft Symposium de Portugal, que fez a edição de 2026 em abril, também não publicou a próxima. Quando saírem, entram aqui. E o Spoonfest, o festival da colher, segue como saiu na edição passada: 5 a 8 de agosto de 2027, com ingresso abrindo em 6 de março.
Vale dizer o que o desconto de fora não resolve: a distância. Passagem, visto, hospedagem e a libra a mais de seis reais fazem de qualquer encontro britânico uma viagem de ano inteiro para brasileiro, e é por isso que esta seção existe menos para vender ingresso e mais para mostrar formato. O que dá para copiar é o método, não o destino.
O que essa rodada ensina é uma coisa só, e é a mesma da primeira matéria. Encontro grande de fora vende ingresso com oito meses de antecedência e dá desconto para quem decide cedo. O EMCG fecha a lista um mês antes. O ENGB pôs a entrada na portaria do camping. São três respostas para a mesma pergunta que todo organizador faz, que é quantos vão vir. Não existe resposta certa. Existe a que cabe no tamanho do encontro, e no bolso de quem organiza enquanto a conta não fecha.
Para quem organiza aqui, o desconto por antecedência é a ideia mais barata de copiar: não custa nada dar 10 ou 20 por cento para quem confirma dois meses antes, e o que se ganha em previsibilidade paga o desconto com folga.
Atenção do mês: o calor volta, e a serpente sai junto
Setembro esquenta antes de chover. É quando o mato começa a se mexer de novo, e mais da metade das mordidas de serpente no Brasil acontece no pé.
O Instituto Butantan repete o aviso todo ano nesta época: nos períodos de calor forte e chuva, aumentam os acidentes com animais peçonhentos, principalmente escorpião e serpente. O bicho se mexe mais quando esquenta, e a gente também.
Os números do Ministério da Saúde dão a medida. O boletim epidemiológico de outubro de 2024, com os dados de 2023, registra 32.595 acidentes com serpente notificados no país e 143 mortes. A grande maioria é causada pelo grupo da jararaca, que vive em beira de rio, área úmida, litoral, área agrícola e periurbana e cerrado, ou seja, exatamente onde a gente acampa. Três em cada quatro vítimas moram em área rural. E o dado que muda a mochila: os pés são a parte do corpo mais atingida, 52,82 por cento dos casos.
Na prática, para quem vai ao mato agora: bota de cano alto e calça comprida na trilha, mesmo com calor. Olhar onde pisa, e olhar onde põe a mão antes de pegar lenha, virar pedra ou sentar em toco. Lanterna acesa em qualquer deslocamento à noite, inclusive o de dois metros até a barraca. E uma pergunta feita antes de sair de casa, não depois: qual é o hospital de referência mais perto, com soro? O Ministério da Saúde mantém a lista por estado, e o SAMU é 192.
O que se faz depois de uma picada é assunto de quem sabe, não de boletim. A grade do EMCG tem uma palestra de primeiros socorros no mato com o Jonatas Anjos. É o tipo de conteúdo que vale ir a um encontro para ouvir, e o tipo que a gente gostaria de ver mais em vídeo.
E o aviso que não muda: São Paulo segue em alerta máximo para incêndio até outubro, com a fase vermelha da Operação SP Sem Fogo em vigor de junho a outubro, e o período proibitivo de uso do fogo vai até 30 de novembro, como saiu na primeira edição. Fogo elevado, sempre, e nenhuma fogueira de chão.
Mais da metade das mordidas é no pé. A bota é o equipamento de segurança mais barato que existe.
Prática da quinzena: a amarra que segura o abrigo
A amarra quadrada segura a trave do abrigo, e é a que menos gente faz sem olhar.
A prática desta quinzena não precisa de fogo, o que combina com o alerta acima: dois paus, uma corda e uma amarra quadrada, a que junta duas peças em cruz e segura trave de abrigo, tripé e mesa de campo. O teste: depois de amarrado, o pau de cima não pode girar.
Manda a foto pronta: no grupo, é só postar; no Instagram, no seu perfil, marcando o @picoaltobushcraft com a tag #praticadoalto. O que chegar vira matéria na próxima, com crédito.
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Fontes desta edição
Arthur Jorge, prazo do EMCG · EMCG · Mota Bushcraft, Lâminas e Fogo · Escola Catarinense de Bushcraft · Altmann Outdoor · ENGB, perfil oficial e site · Paulo Momento, Abrigo da Faísca · Mato Verde Bushcraft, nova base · Toca do Índio, recursos da Mata Atlântica · Vereda Sertaneja, Caatinga · The Bushcraft Show 2027 · Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, via APM · Georgia Bushcraft, Wilderness Gathering, Spoonfest · Instituto Butantan, via Jornal da USP
O mapa do bushcraft brasileiro está no ar em do-alto.pages.dev/mapa: quem é, onde fica e o que faz, de norte a sul, com busca e filtro. Se você tem um grupo, uma escola ou um encontro e quer aparecer, manda as informações que a gente inclui. É sem custo e sem contrapartida, e quem quiser sair da lista, sai.
Manda pra picoaltobushcraft@gmail.com ou pelo direct do instagram @picoaltobushcraft.
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